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Tudo sobre a arara-azul

Tudo sobre a arara-azul

A arara-azul é uma ave de aparência marcante que tem alta visibilidade não só pelo seu visual colorido e exuberante, mas também por ser usada como uma "bandeira" para representar a causa ambiental da conservação da biodiversidade. A espécie está em extinção por uma série de fatores e frequentemente é pauta quando o assunto é a degradação da natureza e suas consequências. Para te deixar por dentro do tema, o umCOMO buscou informações e preparou um dossiê com tudo sobre a arara-azul.

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Principais características da arara-azul

O nome científico da arara-azul é Anodorhynchus hyacinthinus. A espécie foi classificada em 1790 como pertencente à família Psittacidade, do gênero Anodorhynchus. Apesar do nome genérico arara-azul, existem espécies diferentes do mesmo gênero:

  • Arara-azul-de-lear: está em extinção, estima-se menos de mil indivíduos na natureza. Essa é uma espécie considerada 100% brasileira já que não há registros da presença delas em outras partes do mundo além da Bahia.
  • arara-azul grande: é a mais conhecida e popular entre as espécies do gênero, mas ainda é considerada em extinção.
  • A. glaucus: a espécie está extinta.
  • Cyanopsitta spixii: popularmente conhecida como ararinha-azul, também é uma espécie genuinamente brasileira. Entretanto, atualmente é considerada extinta na natureza e é reproduzida em cativeiros.

A característica visualmente mais marcante desse tipo de ave é a plumagem de cor azul cobalto que pode ter efeito degradê da cabeça até a cauda e com detalhes de plumagem da cor amarela próximo à região dos olhos. O bico preto é sem dentes e tem uma aparência grande com uma curvatura que quase forma uma circunferência dando continuidade à cabeça. O tamanho varia bastante em cada espécie, mas elas podem chegar a ter 1 metro de comprimento considerando a distância entre o bico e a ponta da cauda. Outro ponto marcante é o som inconfundivelmente estridente e alegre que as araras podem emitir.

Comportamento da arara-azul

Sabe-se que as araras-azuis são seres sociais que costumam voar em bando ou em duplas. Assim como, já se tem o conhecimento de que são espécies monogâmicas, quando formam um casal permanecem juntos mesmo em períodos além da estação reprodutiva e então vivem em família.

Os ninhos costumam ser em bordas de cordilheiras, dentro de capões, oco de palmeiras, falhas de paredões rochosos e cavidades de árvores em geral. O local do ninho varia de acordo com a região em que elas são encontradas. No Brasil, a arara-azul é encontrada majoritariamente na região do Pantanal, Amazonas e Pará e nos estados do Maranhão, Bahia, Piauí, Tocantins e Goiás.

Alimentação da arara-azul

Para se alimentar, as araras-azuis consomem sementes de palmeiras, acuri, bocaiúva, inajá, babaçu, tucumã, licuri, catolé, piaçava e buriti. A semente ou fruto em questão varia com a região em que a arara vive. O fato é que elas, na maioria das vezes, comem do chão, o que não descarta a exceção de comer diretamente do cacho em épocas de frutificação, por exemplo. Elas costumam comer em grupo como uma forma de proteção e se alimentar sempre nos mesmos locais.

Reprodução da arara-azul

Como comentado anteriormente, a arara-azul é um ser monogâmico. Na época de reprodução os casais fazem praticamente tudo junto e dividem todas as tarefas, inclusive na hora de criar a família: o macho e a fêmea cuidam dos filhotes juntos. O ciclo reprodutivo é baixo e pode ter intervalos de até 2 anos. O ciclo de reprodução e vida costuma ocorrer assim no caso da arara-azul grande, de acordo com o Projeto Arara Azul:

  1. Formação do casal: fazem todas as atividades juntos;
  2. Construção de um ninho para o período de reprodução;
  3. Acasalamento;
  4. Fêmea bota até 3 ovos;
  5. Fêmea fica no ninho chocando e é alimentada pelo macho por até 30 dias;
  6. Nascimento dos filhotes;
  7. Pais buscam comida para alimentar a família e nessa época os filhotes estão sujeito a predadores como tucanos, gaviões e formigas e os filhotes que nasceram por último podem ser atacados por irmãos mais velhos;
  8. A partir dos 3 meses os filhotes começam a voar, com 9 meses já podem se alimentar sozinhos e a partir dos 12 meses podem passar a fazer parte de um bando de araras jovens e sabem se defender;
  9. Entre os 7 a 9 anos de idade os filhotes já estão aptos a iniciar o ciclo de reprodução;
  10. Sua expectativa de vida é de até 50 anos na natureza!

Por que a arara-azul está em extinção?

Atualmente, a arara-azul faz parte da lista de Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção. A diminuição da espécie está relacionada a diferentes fatores. A começar pela limitação de recursos naturais renováveis junto com as mudanças climáticas. Isso afeta diretamente o habitat natural da arara-azul e seu ciclo de vida.

A captura ilegal é outro fato igualmente culpado pela extinção da espécie. Por mais que hoje ainda aconteça, antigamente ocorreu uma captura em larga escala para o comércio dessas aves silvestres como animais de estimação (tráfico de araras) e também para usar as penas como artefatos de artesanatos indígenas, saiba que hoje isso é proibido. A baixa taxa de natalidade da espécie é um coeficiente a mais para essa equação da extinção da espécie.

De acordo com o Projeto Arara Azul, estima-se que ainda ocorra tráfico intenso de arara-azul pelo Brasil. Contudo, o auge foi nos anos 80, quando mais de 10 mil aves dessa espécie foram retiradas da natureza como vítimas do tráfico de aves.

Hoje, a arara-azul é protegida e monitorada por institutos especializados e conta com reprodução em cativeiro para alguns casos.

Rio (filme)

O filme "Rio" é um longa-metragem de animação que, apesar de ser uma produção estadunidense, foi dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha. A animação é ambientada no Rio de Janeiro e conta a história de uma arara-azul que vive os perigos do tráfico de aves e faz referência aos problemas que a espécie enfrenta. A animação fez tanto sucesso que lançou uma continuidade do filme, Rio 2.

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