Partilhar

Para que servem as regras de etiqueta

Por Nicolas Santos. Atualizado: 18 outubro 2017
Para que servem as regras de etiqueta
Imagem: movieplayer.it

Neste artigo, umComo discute um pouco as regras de etiqueta, explicando para que serve com base em algumas de suas raízes históricas e como ela funciona atualmente, no século XXI, era da globalização, praticidade e superficialidade.

As regras de etiqueta, por mais que possam de princípio parecerem limitadas somente às castas mais elevadas de nossa sociedade, são não somente úteis no âmbito das relações sociais, mas também quebram as barreiras impostas pela hierarquia invisível que por vezes limita a expressão do comportamento humano, em sua forma natural e verdadeira. Agora, para entender todo este processo, confira o nosso artigo de para que servem as regras de etiqueta.

Também lhe pode interessar: Como colocar os talheres depois de comer

Origem histórica das regras de etiqueta

Para facilitar o nosso entendimento sobre as regras de etiqueta, façamos uma leve digressão temporal, para buscar as raízes de sua origem.

A palavra etiqueta tem origem europeia, precisamente francesa, e serve para denominar um conjunto de regras cerimoniais para convívio social, indicando a ordem de precedência, como por exemplo a apresentação, quando em presença de figuras mais elevadas na hierarquia social. Nesta época a etiqueta era exclusividade destas classes mais altas. As regras valiam tanto para o convívio público quando para os encontros mais fechados, o que não mudou muito atualmente, mas também valiam para as cartas e apresentações, como as jurídicas*, por exemplo. Para explicar melhor, deixaremos duas frases que explicam bem como a etiqueta era importante naquela época:

  • "Nessa sociedade aquele que melhor conseguir moderar as paixões é aquele terá melhores vantagens, conseguirá e manterá favores"
  • "O controle mais estável e completo da conduta que conhecemos por etiqueta passou a ser cada vez mais instituído no indivíduo desde sua infância, como uma espécie de automatismo, uma auto compulsão à qual nada podia ser feito, mesmo que quisesse"

Ou seja, com base nestes pensamentos de Norbert Elias, sociólogo, filosofo e psicólogo, podemos notar como a etiqueta naquela época não só fazia parte do convívio social como também era a chave para ele, tendo como uma das funções excluir parte das expressões emocionais das pessoas para não prejudicar a corrente social.

*Vemos resquícios desta antiga forma de etiqueta ainda nos tratados, principalmente na esfera da ciência do direito e das leis. Quem nunca viu uma ata ou teve que produzir uma; iniciar um processo jurídico ou apenas assistiu a fala de algum político em cenário de câmara, estadual, municipal, etc? Nestes casos é possível notar estas antigas regras ainda presentes, sem perder sua rigidez.*

Para que servem as regras de etiqueta - Origem histórica das regras de etiqueta
Imagem: oridesmjr.blogspot.com

O convívio social

Agora, avançando um pouco no tempo mas sem entrar na névoa densa e confusa que é o campo de entendimento da nossa sociedade moderna, vamos pensar na forma como os nossos avós, e antes deles, os bisavós, se relacionavam.

Pensando que naquela época não existia tantas formas de comunicação como Telefone, E-mail, SMS, Facebook, Whatsapp, Skype e mais milhares de outras formas de comunicação, bom, o telefone e os telegramas já existiam, mas ainda assim não eram tão populares como hoje; a única forma de convívio social era frente a frente, cara a cara. As pessoas se visitavam mais, se trombavam mais e cumprimentavam-se na rua, coisa que quase se perdeu hoje em dia. Mas o intuito não é criticar ou censurar a modernidade com frases do tipo "naquela época era melhor", só quero que esteja claro que o convívio social era mais frequente, desta forma, mantinha-se mais frequente e rígido entre as pessoas.

Podemos dizer que os nossos avós dominavam a arte do convívio e da conversa de forma que os jovens de hoje em dia nem sequer sonham ou compreendem, no próximo parágrafo tentaremos arranjar uma resposta para tal deficiência.

A etiqueta na modernidade

Acredito que existem dois fatores que contribuem para a falência e deturpação do convívio social atual, principalmente da parte dos jovens: As muitas formas de comunicação não-pessoal e a cultura da praticidade. Mas antes de explicar gostaria de me explicar, pode parecer que estou fugindo do assunto central, mas na verdade estou a tentar rodeá-lo.

Diria que estas duas forças por trás da vulgarização da conversa e etiqueta atuam em conjunto. Portanto, o problema é a busca da praticidade na comunicação, praticidade para velocidade. Estes dias, fui escrever uma carta, não sei porque, talvez por excesso de tempo livre, mas o que eu percebi foi que a demora que levava para produzir cada palavra me incomodava, não só isso mas também conforme escrevia uma frase esquecia a seguinte. Acredito que este seja um problema comum entre a maioria dos jovens, a dificuldade de concentração, por isso, se não pensamos e agimos rapidamente acabamos por esquecer o que queríamos dizer e confundimos a nós próprios. A questão é que, como nos acostumamos com as mensagens rápidas e pela praticidade deste veículo de comunicação, acabamos por perder a prática, nos dois sentidos da palavra, quando surge uma situação em que precisamos utilizar a etiqueta*.

*Neste tipo de situação eu quero dizer, por exemplo, o caso de um encontro com uma pessoa que não conhecemos ou possuímos intimidade, que somos levados a pensar em cada frase para que a pessoa não se sinta incomodada com a nossa presença.

Afinal, para que serve a etiqueta

Relendo o meu próprio texto percebo que enrolei o leitor a maior parte do tempo, mas peço que leia com atenção caso tenha sobrado alguma dúvida, o que quero mostrar neste artigo é a importância da etiqueta, e o que a falta dela produz nas nossas relações sociais.

Independente da situação e da explicação sobre o problema da superficialidade social da atualidade, a etiqueta serve não só como chave, mas é a linguagem - praticamente mundial - para um convívio saudável entre as pessoas. Neste artigo focamos nas regras de etiquetas para o convívio social, mas elas também existem em diversas esferas como em casos de festas específicas (festas de casamento, debutante) onde as pessoas naturalmente buscam uma harmonia entre elas, na vestimenta, postura e conversa. Ou jantares por exemplo, entre você e um parceiro (ou quem sabe futuro parceiro amoroso), entre empresas, família, etc. Por aí vai. Espero ter sido claro em minha argumentação, se restou alguma dúvida, por favor expresse-a na área dos comentários, terei o prazer de responder.

Dica: Você sabe como sentar as pessoas à mesa? Acesse esse artigo e descubra!

Se pretende ler mais artigos parecidos a Para que servem as regras de etiqueta, recomendamos que entre na nossa categoria de Cultura e Sociedade.

Escrever comentário sobre Para que servem as regras de etiqueta

O que lhe pareceu o artigo?

Para que servem as regras de etiqueta
Imagem: movieplayer.it
Imagem: oridesmjr.blogspot.com
1 de 2
Para que servem as regras de etiqueta

Voltar ao topo da página