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Como era a escola no regime militar

Por Yuri Ferreira. Atualizado: 16 janeiro 2017
Como era a escola no regime militar
Imagem: r7.com

Durante o regime militar, o sistema educacional sofreu diversas mudanças. Tanto a situação política da nação, quanto a direta influência da guerra fria na vida do brasileiro foram fatores que mudaram todo o processo da educação dos jovens que viveram os anos 60, 70 e 80. Houve grandes mudanças na grade curricular nesse período e grande reforma no método de ensino. Para entender melhor como era a escola no regime militar, o umComo.com.br fez um artigo para você.

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As influências do regime militar

Em 1964, o governo trabalhista de João Goulart sofreu um golpe graças ao chamado "perigo vermelho". Com medo do Socialismo, ideologia que tinha ganhado grande força no período, os militares destituíram o presidente brasileiro e assumiram o poder. Apesar de prometerem democratizar o país após algum tempo, eles se perpetuaram no poder por 21 anos. Esse período é chamado de regime militar.

O medo das ideias comunistas e dos estudantes universitários, que tinham esses ideais "perigosos", causaram toda uma política diferente quanto ao ensino e à educação. A eliminação de algumas matérias do currículo escolar e a adição de outras foram grandes marcas do ensino fundamental e médio na época do governo.

Educação no Ensino Fundamental e Médio

Durante o período militar, algumas matérias do currículo escolar foram apagadas. Essas matérias eram Filosofia e Sociologia, que no Ensino Médio, buscavam o entendimento de grandes intelectuais como Aristóteles, Platão, Sócrates, Marx e Weber. Para não existir uma defasagem curricular na vida dos alunos, os militares substituíram essas matérias pela famosa "Educação Moral e Cívica" e "Organização Social e Política Brasileira". Esses componentes curriculares tinham como missão enfatizar o orgulho patriota, o nacionalismo e a reprodução do pensamento autoritário militar.

No ensino médio também houve a implantação de cursos tecnológicos em grande parte das escolas. O aluno precisava escolher entre alguns desses cursos profissionalizantes para adentrar no mercado de trabalho com determinada qualificação. Apesar disso, esses cursos técnicos não foram muito úteis a grande parte dos brasileiros, pois não tinham grade curricular extensa e não havia recursos para as escolas os sustentar com equipamentos adequados. Essas tentativas foram encerradas em 1982, quando o regime militar já havia enfraquecido.

Alfabetização no Regime Militar

Nos anos 60, o analfabetismo no Brasil era um grande problema, tanto do ponto de vista nacional quanto do internacional. Para resolver essa questão tão essencial, o governo militar teve de tomar uma série de medidas para incentivar a alfabetização do Brasil. Num país de maioria agrária e pobre, isso era um grande problema.

No ano de 1967, o regime adotou um novo programa para melhorar a situação dos brasileiros que não sabiam escrever. Esse programa foi o MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização). A intenção do MOBRAL era alfabetizar os jovens e adultos que haviam passado do chamado período escolar na época (mais de 18 anos). O programa conseguiu reduzir e melhorar a situação dos analfabetos brasileiros, principalmente nas regiões interioranas, mas graças à recessão econômica que a Nação sofria, teve seu funcionamento esgotado e foi encerrado. Esse foram os principais pontos da educação no período militar.

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