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Costumes africanos antigos

Por Paula Cassandra. Atualizado: 16 janeiro 2017
Costumes africanos antigos

A cultura do continente africano é uma das que mais influenciaram a criação da identidade do povo brasileiro. No entanto, existe um grande número de povos na África, cada um com as suas crenças e hábitos, por isso, nem todos os costumes africanos antigos foram reproduzidos no país, uma vez que eram trazidos negros de diferentes tribos em um mesmo navio negreiro. Assim, o candomblé e a capoeira, por exemplo, símbolos do povo negro foram criados em território nacional, como um resultado da fusão da cultura de povos distintos. Para conhecer mais sobre as tradições do povo africano, o umCOMO reuniu os praticados por algumas tribos. Veja quais são eles a seguir.

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Passos a seguir:
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A África é um continente bastante rico em termos culturais, uma vez que possui mais de 50 países, cada um deles com mais de 20 tribos e grupos étnicos diferentes. Além disso, cada grupo possui os seus hábitos e tradições. Entre os costumes africanos antigos é possível citar o praticado pela tribo Surma, que fica no sudoeste da Etiópia, onde as mulheres usam discos de madeira nos lábios inferiores. O tamanho do disco varia conforme o valor do dote que os pais podem pagar ao homem com quem elas casarem. Assim, quanto maior o disco maior o dote, além disso, o tamanho do objeto também está associado à sua beleza. As mulheres apenas podem retirar esses discos dos lábios quando não há homens por perto.

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As mulheres da tribo Ndebele, que habita a África do Sul e o Zimbabwe, têm o costume de usarem argolas em seus pescoços, pesadas e de metal, que são colocadas também nos braços e nas pernas. Elas servem para que as mulheres não fujam depois que se casam, por isso, apenas utilizam esse apetrecho as que já possuem maridos. As argolas também funcionam como uma forma de evitar que elas olhem para os lados.

Costumes africanos antigos - Passo 2
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Assim como outras tribos africanas que há séculos pintam os seus rostos e corpos, os integrantes das tribos do Vale do Omo, situado no sul da Etiópia, se destacam nesse costume pela complexidade das imagens que criam em sua pele. Além disso, a região onde eles habitam permite que sejam extraídas uma série de cores da natureza, tanto de plantas, como de frutos, do barro e mesmo das pedras, possibilitando traços multicoloridos. No entanto, as pinturas são mais comuns nos homens, feitas de maneira individual e exclusiva, sem seguir padrões, mas repletas de simbolismo. Já as mulheres de algumas dessas tribos têm o costume de pintar os cabelos, sendo que eles são bem curtos e enrolados em forma de pequenas bolinhas.

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Enquanto isso, algumas tribos da Nigéria, o costume é das mulheres fazerem escarificações em seu corpo, ou seja, cortes que se transformam em cicatrizes, as quais servem para marcar fases importantes de sua vida. Essas cicatrizes, que costumam abranger grandes áreas do corpo, são feitas com cortes por meio de instrumentos específicos, que deixam as mesmas com forma de rendas e em alto relevo. São ainda símbolo de beleza e em alguns povos os homens também as fazem. No caso das mulheres, os cortes iniciam aos cinco anos, sendo que seguem uma sequência e apenas depois que todos eles forem feitos é que elas estão aptas a se casarem.

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Os ritos de passagem são bastante comuns nas tribos africanas, sendo que eles servem para marcar as etapas da vida. Nesse sentido, outro ritual adotado por diferentes povos é a circuncisão, não só em meninos como também em meninas, sendo que no sexo feminino é removido o clitóris e até mesmo os pequenos e os grandes lábios vaginais. É uma prática comum em muitos países africanos e a gravidade da mutilação varia conforme o local. Em geral, as pessoas passam por esse ritual aos 15 anos, que marca a transição da infância para a idade adulta.

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Muitos costumes africanos acontecem em determinadas celebrações, como o casamento. Em algumas tribos existe o ritual de atar as mãos do casal durante a cerimônia com um pedaço de corda ou de outro material. Esse rito tem o significado de unir o noivo e a noiva em um único elo. Em alguns lugares também é comum que o casal pule junto sobre uma vassoura, o que significa que ambos estão criando um lar juntos. O povo Karo, na Etiópia, para o casamento faz tatuagens simbólicas no abdômen da noiva. No Quênia, a tribo Massai tem o costume do pai da noiva cuspir em sua cabeça e no seu peito como sinal de bênção. Quando ela vai embora com o seu marido não pode olhar para traz, sendo que existe a crença que se ela fizer isso vai se transformar em pedra.

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Também no Quênia, a tribo Swahili, tem o costume de dar banho na noiva com óleos de sândalo antes do casamento, além de tatuar com henna as suas mãos e pés. Na tribo Himba da Namíbia, o costume é do noivo raptar a noiva antes do casamento, quando ele coloca nela um tipo de coroa feita em pele. Além disso, a noiva é besuntada de manteiga como forma da família do noivo demonstrar que ela foi aceita.

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Assim como a celebração do casamento é razão para diferentes rituais, os enterros também são, sendo que em muitas tribos têm o costume de matar um animal em sacrifício quando alguém morre, como significado do fim da vida. Também se acredita na vida após a morte e, por isso, os mortos são enterrados com itens pessoais, para que eles possam usá-los.

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leticia
ameii me ajudou muitto

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