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Como morreu Albert Einstein

Nídia Figueira
Por Nídia Figueira. Atualizado: 16 janeiro 2017
Como morreu Albert Einstein

Albert Einstein foi o mais famoso físico teórico e matemático até hoje. De origem alemã, Einstein estabeleceu novos parâmetros de extrema relevância para a ciência moderna. Considerado o pai da teoria da relatividade geral, o proeminente gênio contribui também para a teoria quântica, sendo o dono do cérebro mais famoso de todos os tempos. Vencedor do Prêmio Nobel da Física em 1921, Albert permitiu o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não ter previsto o seu uso destrutivo. Einstein desenvolveu, ainda, a relação entre a massa e a energia, formulando a equação mais popular de sempre: E=mc². Para saber mais sobre a vida e a morte do cérebro mais popular de sempre continue lendo esse artigo do umComo: Como morreu Albert Einstein.

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Passos a seguir:

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Nascimento e educação

Antes de saber como morreu Albert Einstein, é importante conhecer as suas origens. Einstein nasceu em Ulm, cidade alemã, a 14 de Março do ano de 1879. Filho de Hermann Einstein e Pauline Koch, judeus asquenazes não praticantes, mudou-se para a cidade de Munique com um ano de idade. Aí, o seu pai e o seu tio fundaram uma empresa que fabricava equipamentos elétricos que viria a falir em 1984.

Aprendeu violino com apenas 6 anos de idade, instrumento que o acompanharia até ao fim dos seus dias. Na escola, sempre revelou um maior gosto pelos temas que exigiam um maior nível de compreensão e raciocínio. Einstein inicia os estudos superiores de Matemática no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique em 1896, formando-se quatro anos mais tarde.

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Carreira

Em 1902, Albert Einstein começa a trabalhar no Departamento de Patentes suíço. Um ano depois, casou-se com Mileva Maris, mãe de três filhos seus. No ano de 1909, o físico demite-se do cargo e passa a ensinar Teoria da Física na Universidade de Zurique.

Ainda no laboratório, Einstein obteve um doutoramento e publicou alguns dos seus mais relevantes trabalhos como a Teoria Especial da Relatividade, que originou a infame equação E=mc².

Em 1914, Einstein muda-se para Berlim onde publica, um ano depois, a Teoria Geral da Relatividade. Recebe o prêmio Nobel da Física em 1921 e continua na Alemanha até Adolf Hitler subir ao poder, em 1933. A perseguição anti-semita de Hitler leva Einstein a mudar-se para Princeton, nos Estados Unidos, nesse mesmo ano. Renuncia então à cidadania alemã e torna-se Professor de Física Teórica na cidade de Princeton, aposentando-se em 1945.

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Morte

Em 1950, os médicos descobrem um aneurisma na aorta abdominal de Einstein. Estando a aumentar, os médicos trataram o vaso sanguíneo inflamado, envolvendo-o de forma a prevenir uma hemorragia. O físico recebeu a notícia com naturalidade, recusando cirurgias adicionais que pudessem tratar o problema. Alegava seria de mau tom prolongar a vida de forma artificial e querer "sair" com elegância. O seu testamento foi assinado nesse mesmo ano. As suas anotações foram deixadas à Universidade Hebraica de Jerusalém, escola que ajudou a fundar. O seu violino foi deixado ao seu primeiro neto, Bernhard Caesar Einstein.

Albert manifestou o desejo de ter uma cerimônia fúnebre simples e sem sepultura de forma a evitar que o seu túmulo se tornasse uma atração turística. Ignorando a tradição judaica, manifestou o desejo de ser cremado.

Os últimos dias do gênio foram tranquilos, mas sempre cheios de trabalho até ao final. Albert Einstein morreu na manhã de 18 de Abril de 1955, aos 76 anos de idade. As suas últimas palavras foram pronunciadas na sua língua natal (alemão) pelo que a enfermeira que as escutou não compreendeu o seu significado.

O patologista de serviço no Hospital de Princeton durante a morte de Einstein, Thomas Harvey, procedeu à remoção do cérebro do físico para preservação e estudos científicos. A sua pesquisa torna-se pública e alguns neuropatologistas questionam a capacidade do patologista não especializado para a tarefa mas ele recusa-se a ceder o cérebro de Einstein.

Atendendo aos seus desejos, o restos mortais do gênio foram cremados.

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Última Declaração política

Einstein havia colaborado com Bertrand Russel, escritor vencedor do Prêmio Nobel da Literatura ligado ao pacifismo. A 11 de Fevereiro de 1955, surge o manifesto Russel-Einstein, documento que declarava, em conjunto com outros cientistas proeminentes, as suas preocupações com o uso de armamento nuclear da parte dos Estados Unidos e da União Soviética.

A 9 de Julho de 1955, meses após a morte do físico, o documento é publicado em Londres, sendo a sua última manifestação política conhecida.

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Citações famosas do gênio

  • "Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."
  • "Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso."
  • "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer."
  • "A palavra ''progresso'' não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes."
  • "O esforço para unir a sabedoria e o poder raramente dá certo e somente por tempo muito curto."
  • "O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário."
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