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O que significa PCC

 
Por Julia Latorre. Atualizado: 18 fevereiro 2019
O que significa PCC

Certos termos são tão usados no cotidiano das notícias que acabam sendo substituídos por siglas, uma maneira mais prática e curta de remeter ao assunto de forma que todos saibam do que se trata. A sigla PCC é uma que sempre aparece nas notícias e é muito mais chamada pela forma curta do que pela extensa. Para entender o que significa PCC é preciso se contextualizar e entender a origem! Ficou curioso? O umCOMO te explica.

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O que é PCC

PCC pode significar Partido Comunista Cubano ou Partido Comunista Chinês. Entretanto, quando você se depara com esse termo no Brasil, com certeza está se referindo a uma das maiores organizações criminosas do país. A sigla PCC refere-se ao nome dessa facção: Primeiro Comando da Capital.

Outra forma de se referir ao PCC é através do código "15.3.3". Sendo que o número 15 se refere à letra P, que é a 15ª do alfabeto e os "3" correspondem ao "C".

História do PCC

O PCC surgiu em em 31 de agosto 1993 e foi criado por 8 presos que estavam no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté, um presídio localizado a 130 km da capital paulistana e conhecido por encarcerar alguns dos piores criminosos da história do Brasil como Chico Picadinho e Bandido da Luz Vermelha. O local hoje funciona como hospital psiquiátrico e unidade prisional para presos que não podem conviver em conjunto com presos comuns.

De acordo com pesquisas, o nome Primeiro Comando da Capital inicialmente surgiu como nome do time de futebol desses 8 presos que estavam em Taubaté. Com o passar do tempo foi tomando forma de facção e passou então a ter o objetivo de combater a opressão dentro do sistema prisional paulista, assim como vingar as 111 mortes da chacina do "massacre do Carandiru". Foi ainda nessa época que os fundadores do grupo adotaram o símbolo chinês do yin-yang como escudo, onde o preto e o branco unidos simbolizavam o equilíbrio entre o bem e o "mal com sabedoria".

A "filosofia" do PCC foi se espalhando pelo sistema prisional do estado de São Paulo e já tinha um líder do movimento, seu apelido era "Sombra". Ele era capaz de comandar rebeliões por celular, sendo que uma delas resultou em 16 presos mortos.

Posteriormente o líder foi assassinado em conflito interno com membros da própria facção. A liderança foi então assumida por outros dois presos que tinham aliança com uma grande facção criminosa do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho (CV).

A esse ponto o PCC já era uma grande facção, com regras e estatuto e extrapolou os limites do estado de São Paulo, ganhando membros e simpatizantes em outros estados, dentro e fora das cadeias. Também há registros da atuação da facção em países como Bolívia e Paraguai.

Para ser membro do PCC é preciso pagar uma taxa mensal que é mais baixa para quem está dentro da cadeia. O dinheiro arrecadado é usado para comprar armas, financiar ações de resgates e mover o narcotráfico com a compra e venda de drogas.

Apesar da arrecadação, o tráfico de drogas é um dos principais financiadores do movimento. Rebeliões em presídios, assassinato de autoridades e guerras com outras facções criminosas são crimes comumente famosos de autoria do PCC. Além de matar muita gente, alguns desses acontecimentos fizeram o comércio fechar e cidades entraram em alerta para que não se saísse de casa.

O criminoso e presidiário Marcola é o mais famoso líder da facção e está em penitenciária de segurança máxima. Já foi descoberto um plano onde arquitetavam a fuga dele da cadeia com helicóptero até o Paraguai.

PCC na mídia

Desde 1993 o PCC é pauta na mídia na brasileira. Seja para comentar sobre a expansão da facção ou cobrir algum crime ou rebelião que tem envolvimento do Primeiro Comando da Capital. Alguns casos, entretanto, tiveram uma repercussão maior e nunca foram esquecidos. São eles:

  • Falsa entrevista no programa do Gugu: uma reportagem onde supostos membros da facção eram entrevistados e faziam ameaças a apresentadores e políticos foi veiculada e logo foi descoberto que o conteúdo era falso. A repercussão da farsa foi enorme e nunca mais foi esquecida pela televisão brasileira.
  • Ataques de 2006: uma série de ataques pelo PCC contra policiais e alguns civis se iniciou no estado de São Paulo e se espalhou pelo Brasil. Os atentados causaram estado de pânico nacional e a instrução para algumas cidades era não sair de casa na noite de 12 de maio de 2006.
  • Atentados de 2012: no final do ano 2012, um anúncio feito por líderes do PCC causou o assassinato de cerca de 30 policiais sendo que grande parte deles estava fora do ambiente de trabalho.
  • Conflito com Comando Vermelho: em 2016 o CV, facção do Rio de Janeiro que já foi aliada do PCC, se enfraqueceu e perdeu muitos pontos de venda de droga. Através de rebeliões dentro e fora de presídios o PCC matou membros do Comando Vermelho e se expandiu ganhando o status de maior facção criminosa do Brasil.
  • Massacre de Manaus: em janeiro de 2017, 56 detentos foram mortos em um presídios de Manaus após uma rebelião consequente de um conflito entre os membros do PCC e da facção criminosa Família do Norte, que é aliada do Comando Vermelho. De acordo com a mídia a maioria dos mortos pertencia ao PCC.

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