Diferenças entre astecas, maias e incas
Muitas vezes confundidas, estas 3 civilizações são conhecidas pelos seus grandes feitos e descobertas, incluindo avanços na arquitetura, na matemática, na agricultura e na exploração mineira. Todas elas eram polivalentes, acreditando em vários deuses relacionados com a natureza; no entanto, cada um prestava mais atenção a um Deus que os outros. Aqui em umComo.com.br vamos explicar quais são realmente as diferenças entre astecas, maias e incas.
Astecas
A origem desta civilização é desconhecida, pois não desenvolveram nenhuma linguagem escrita, não deixando registros. No entanto, os estudiosos da história suspeitam que tenham vindo da ilha Astlan. Ocuparam, contudo, a cidade de Tenochtitlán, que nos dias de hoje conhecemos como a Cidade do México. Habitavam regiões pantanosas próximas do lago Texococo e conseguiram ocupar mais de 500 cidades no auge da sua era. Além disso, a cultura asteca é reconhecida por seu complexo sistema de canais e ilhas artificiais, chamadas chinampas, que aumentavam a área cultivável.
A sociedade era hierarquizada, e quem ficava no topo era o chefe do exército, explicando por que se tratava de um povo guerreiro com grande poder militar. A camada média da sua civilização era constituída por nobres e a mais baixa eram principalmente agricultores. É de destacar que esta civilização desenvolveu grandes técnicas agricultoras, conseguindo cultivar milho, tomate, cacau, entre outros produtos. Os astecas também tinham um sistema de mercado vibrante, onde produtos e mercadorias eram trocados regularmente.
Desenvolveram também alguns conceitos matemáticos e astronômicos baseados nos Maias. A sua arquitetura destacava-se pela construção de pirâmides que serviam para cultos religiosos e sacrifício de humanos em homenagem aos seus Deuses (deus do sol, lua, trovão e chuva). Mesmo com grandes forças militares, a civilização foi invadida pelos espanhóis em 1519, que escravizou o povo para trabalhar em minas de ouro e prata. O impacto dessa invasão foi devastador, resultando na perda de muitas tradições culturais.
Maias
Civilização conhecida por habitar nas florestas tropicais que atualmente são conhecidas por Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (México). No auge da sua civilização, conseguiram formar apenas 40 cidades entre os séculos IV a.C. e IX d.C. Mesmo com uma expansão menor que a dos astecas, esta sociedade era realmente espantosa, principalmente devido ao calendário de 365 dias desenvolvido por eles. Este calendário e este número estão presentes na arquitetura, pois as pirâmides e templos eram feitos com este número exato de degraus. Este aspecto mostra que eles desenvolveram bastante a matemática e hoje sabemos que tal conhecimento foi usado para registrar acontecimentos, datas, fazer contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes. Além disso, os maias tinham uma profunda compreensão do cosmos, utilizando seus conhecimentos astronômicos para prever eventos como eclipses. No entanto, esta civilização baseava-se na escrita em símbolos e desenhos.
Entre as civilizações vizinhas, com quem também tinham uma ligação de comércio, eles eram vistos como os representantes dos Deuses na Terra. Tratando-se também de uma sociedade politeísta, eles acreditavam em vários deuses, todos eles ligados à natureza. Praticavam bastantes sacrifícios humanos, não só para homenagear os deuses, mas também porque acreditavam que era assim que as colheitas ficavam mais prósperas. Erguiam pirâmides gigantes, templos e palácios, deixando qualquer estudioso impressionado com o avanço deles na área da arquitetura. A arte maia também é notável, com esculturas e pinturas detalhadas que retratam cenas da vida cotidiana e mitologia.
Mesmo não tendo a certeza do porquê desta civilização ter desaparecido, especula-se que esteja relacionado com a invasão dos toltecas no século IX d.C. Outros fatores incluem mudanças climáticas e conflitos internos, que podem ter contribuído para o declínio maia.
Incas
Conhecida pela grande adoração que tinham pelo Deus do Sol, a civilização Inca, ao contrário dos anteriores, fundou-se no século XIII na América do Sul, na região da Cordilheira dos Andes, atualmente conhecida como Peru, Bolívia, Chile e Equador, conseguindo formar até uma capital, a cidade sagrada Cusco. Era uma sociedade hierarquizada em que o Imperador, designado por Sapa Inca, era para eles um Deus na Terra, acreditando que ele estivesse em contato direto com o Deus do Sol. Contudo, o povo tinha, para além deste Deus, animais sagrados como o Condor e o Jaguar e acreditava em um criador de Tudo chamado Viracocha. Os incas desenvolveram um extenso sistema de estradas e pontes que conectavam todo o império, facilitando a comunicação e o comércio.
A arquitetura era principalmente feita com blocos enormes de pedra, construindo assim casas, templos e palácios. Apenas em 1911, com a descoberta da cidade de Machu Picchu, é que os historiadores se aperceberam dos grandes avanços de arquitetura urbana que esta civilização possuía, algo nunca antes visto. A precisão com que as pedras eram cortadas e encaixadas é um testemunho da habilidade inca em engenharia e design.
A agricultura desta civilização era predominante pela plantação de feijão, milho (alimento sagrado) e batata. No entanto, também conseguiram domesticar a lhama, não só para usar como meio de transporte, mas também para retirar a lã, carne e leite. Na área da matemática, destacaram-se com a invenção de um instrumento de contagem, o quipo. Além disso, métodos agrícolas como o terraço permitiram aos incas cultivar em terrenos montanhosos. Porém, mesmo com estes avanços, não tinham linguagem escrita e foram invadidos pelos espanhóis em 1532. A resistência inca à conquista foi tenaz, mas a superioridade tecnológica e as doenças trazidas pelos europeus foram fatores decisivos para a sua queda.
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