No sintagma verbal de toda oração, o núcleo central é constituído por um verbo. Há vezes em que este verbo não se apresenta em sua forma simples, sendo composto de vários verbos conectados entre si. Este é o caso das perífrases verbais que agem como núcleo central em alguns sintagmas verbais. Se quer saber exatamente o que são as perífrases verbais, seus tipos e características, em umComo.com.br, mostramos-lhe uma explicação detalhada.
A perífrase verbal é a união de duas ou mais formas verbais que, unidas, funcionam como unidade. São formadas de um verbo auxiliar conjugado, um elemento que atua como conector e um verbo que detém o significado fundamental e que está em forma não verbal (gerúndio, infinitivo, particípio).
Ex: Tenho que comprar pão.
Esse tipo de construção verbal é muito útil para enriquecer a comunicação, pois permite expressar nuances de tempo, modo e aspecto que os verbos simples não conseguem transmitir.
Às vezes, podem aparecer dois auxiliares, o segundo dos quais também estará na forma não pessoal.
Ex: Vamos ser julgados.
Essa estrutura é particularmente comum em contextos formais ou em discursos onde há a necessidade de indicar uma ação passiva que ainda ocorrerá.
As perífrases servem para marcar algumas características da ação do verbo que não podem ser expressas pelas formas simples ou compostas do verbo. Existem diferentes tipos de perífrases as quais veremos nas seguintes seções.
Além disso, essas construções são fundamentais na língua portuguesa para expressar nuances e intenções do falante, como a continuidade, a repetição ou até mesmo a interrupção de uma ação.
O primeiro tipo de perífrases são as modais. São as que informam sobre a atitude do falante em relação à ação verbal. As perífrases podem ser: de obrigação, de probabilidade e de possibilidade.
Essas construções são essenciais para indicar a intenção ou a necessidade de uma ação, refletindo de maneira clara a perspectiva do falante em relação aos eventos descritos.
Exemplos dos diferentes tipos de perífrases modais:
- OBRIGAÇÃO: Ter que/Dever/Ter de/Ter que: Tem que estudar mais.
- PROBABILIDADE: Vir a/Dever de: Devem ser as duas.
- POSSIBILIDADE: Poder: Certamente que pode consegui-lo.
O uso adequado dessas perífrases é crucial para expressar a intenção correta, seja para indicar uma obrigação inevitável, uma possível ocorrência ou uma simples probabilidade.
O segundo tipo de perífrases são as aspectuais. Estas informam sobre o desenvolvimento da ação verbal. Os tipos são: ingressivas (ação iminente), incoativas (ação no momento de começar), frequentativas (ação habitual), reiterativas (ação repetida), durativas (ação em desenvolvimento) e terminativas (ação acabada).
Essas perífrases são essenciais para descrever ações em suas diversas fases, permitindo uma comunicação mais precisa e detalhada sobre a temporalidade e frequência das ações.
Alguns exemplos de perífrases aspectuais:
- INGRESSIVAS: Ir a/Estar por/Estar a ponto de: Vai chover logo.
- INCOATIVAS: Pôr-se a/Romper/Começar a/Jogar-se a/Iniciar: Comecei a correr assim que soube.
- FREQUENTATIVAS: Costumar: Costumo ir à piscina nos domingos.
- REITERATIVAS: Voltar a: Voltará a esquiar após a lesão.
- DURATIVAS: Estar/Andar/Ir/Vir/Seguir: Anda meditando diversas opções.
- TERMINATIVAS: Deixar de/Acabar de/Terminar de/Chegar a/Cessar de: Deixou de fumar há três meses.
Compreender essas perífrases é fundamental para qualquer estudante de português, pois elas são amplamente utilizadas tanto na linguagem escrita quanto na falada para transmitir a progressão e o término das ações de forma clara e eficiente.
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- Consulte qualquer manual de gramática para aprofundar seu entendimento sobre este tema e explorar mais exemplos práticos de perífrases verbais.