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Como saber se tenho de me divorciar

Por Vanessa Lopes. Atualizado: 16 janeiro 2017
Como saber se tenho de me divorciar

Escolhemos a pessoa que amamos, decidimos construir com ela um projeto para o futuro, partilhamos momentos e decidimos casar. Mas um dia apercebe-se de que a sua relação já não é a mesma, as discussões persistem, não há comunicação e simplesmente já não sente amor por essa pessoa. Não existe uma única razão para o divórcio, mas um conjunto de várias coisas. Atualmente, o número de divórcios está a aumentar e, muitas vezes, é a única solução para não terminar em conflito com o seu companheiro, com quem viveu tantas coisas. Se tiver filhos, terá de certificar-se que eles percebem tudo o que se passa na família, não force uma relação que não funciona por causa dos seus filhos, em vez de protegê-los, fará com que vivam em conflito. Aqui vamos dar-lhe algumas dicas para saber se se tem de divorciar.

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Passos a seguir:
1

Procure soluções. Antes de tomar qualquer decisão, certifique-se que tentou todas as formas possíveis para melhorar a situação. A comunicação é uma das bases de qualquer relacionamento. Se não a fizer, fale com o seu parceiro sobre o que acontece e tente corrigir os problemas, proponha mudanças e adote uma nova atitude. Se já passou por esta etapa e não mudou não, comece a avaliar a opção do divórcio.

2

A mudança de sentimento. Se sentir que já não há amor pelo seu parceiro, a solução mais saudável é a separação. Pode tentar salvar a relação quando se trata de outros problemas, mas quando já não há amor, tem de se deixar ir e seguir em frente.

3

Discussões destrutivas. Se as discussões são recorrentes, e durante as mesmas há uma falta de respeito contínua, inflexibilidade por parte de ambos, incapacidade de colocar-se no lugar do outro, há algo que não está a funcionar. Se já conversou sobre esse assunto e mesmo assim, durante as discussões acontece a mesma situação, terá de pensar em sair dessa situação. O desrespeito não levará a lado nenhum, apenas à separação.

4

Falta de criatividade. Muitas vezes, a rotina diária leva ao abondo de si mesmo e aos cuidados do casal. É importante que o casal seja criativo para alimentar o amor que têm um pelo outro. Isto é algo que deve fazer todos os dias, agora se a rotina é invadida e não há vontade de mudar ou de experimentar coisas novas, ou se já tentou, a relação está em crise e pode ser difícil sair dela.

5

Pessoas incompatíveis. Muitas vezes, é difícil de lidar com o feitio da outra pessoa, para além do amor que possa sentir. As suas discussões podem ser fundamentalmente devido a essas reações do que propriamente devido a fatos.

6

A impossibilidade de superar problemas que não estejam relacionados com o casal. Muitas vezes, os problemas externos ao casal são transferidos para a relação, tais como os problemas do trabalho. É por isso que, muitas vezes, existe raiva no casal, se isso continuar a ocorrer pode corroer a relação.

7

Falta de respeito. Se a relação é caracterizada por constantes agressões por parte de um ou por ambas as partes, por situações que geram um clima tenso, deverá atuar imediatamente. Também pode acontecer que um dos dois tenha sido infiel ou tenha mentido repetidamente sobre determinadas situações. Todas estas situações são nocivas e tóxicas. Muitas vezes, a solução nestes casos é o divórcio, é necessário ter uma vida saudável e mais ainda, se tiver filhos.

8

Ciúmes e isolamento. Se você ou o seu marido têm ciúmes excessivos em situações injustificadas e transmitem essa sensação para o casal, também está a ser transmitida desconfiança. A confiança é construída ao longo do tempo e o ciúme irracional pode destruí-la em apenas um momento. Também pode acontecer que tente isolar-se do seu ambiente para ter mais controlo sobre si, nestes casos deverá separar-se o mais rápido possível, mas também deverá procurar ajuda.

9

A sua família também o vive. Não evite tomar uma decisão por causa dos seus filhos, pois eles estão lá consigo a viver a mesma situação. Não permita que eles cresçam num clima tenso, cheio de discussões, com o tempo eles irão aceitar a decisão.

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Conselhos
  • Pode recorrer a terapia para casais, se pretender mudar a situação com o seu parceiro e assegurar-se que o passo desejado é o divórcio.

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1 comentário
Prof. Araújo - Brasília DF
Comentando as bem elaboradas instruções acima descritas - O divórcio foi oficializado para os casos em que algum relacionamento não tem mais condição se sobreviver e para se evitar males maiores entre as partes, oficializa-se o ato. Quando envolve bens materiais da família a coisa se complica diante da nossa visão ocidental que ainda somos excessivamente ligados a esses perecíveis bens mundanos, visto que não raro, o dinheiro leva os seres a comportamentos abjetos de loucura e demências hostilizantes. Temos centenas de exemplos de filmes que retratam fatos vividos em que a ficção traduz a realidade fria e calculadamente. Alguns exemplos desses filmes é o filme Reféns com a presença do grande Bruce Willis; outro seria do filme Firewall com a presença do grande ator ... O divórcio gera desgastes físicos e emocionais se existirem famílias afins que amam o casal, nos fazendo lembrar um pensamento do Filósofo Sócrates "Quando a família se desestrutura a sociedade cambaleia", assim, muitos homens por inexperiência e infantilidade se deixam levar por bobas paixões mundanas que podem envolver vícios, jogos, tiques de momento, dramas profissionais... Por outro lado, muitas mulheres se deixam levar por comportamentos hostis, envolvendo igualmente vícios, jogos e outros o faz desgastar os sentimentos e relacionamentos diante da "química física e emocional" de um casal. Como ninguém comentou ainda este artigo, estender-me-ei um tanto mais nas palavras. Analisando e olhando com mais espiritualidade o tema das instruções, informamos que em grande parte dos relacionamentos, as pessoas sintonizam quase sempre com entidades que de alguma forma lhes são afins para destruir, minguar, destroçar... os relacionamentos ou mesmo para preservar, tutoriar, rejuntar e manter as famílias gregárias para melhor felicidade em suas existências. Dezenas de filmes retratam casos de famílias destroçadas por item vário. Dentre esses temos o filme Adultério que em motivo aparente, a mulher - atora muito capaz, se deixa enovelar por um amante que por sua vez é vítima do marido obsesso que não perdoou, ao que flagrara os dois em sorrisos e momentos traíra; um outro filme interessante "Dance comigo" em que o ator advogado para sair da inércia ou mesmice de um casamento resolve fazer parte de uma escola de dança de salão e amando a esposa e filha não abandona a nenhuma mesmo q o filme dá a entender que isso não se dava - um excelente filme de união familiar. Nessa fase difícil do mundo que vivemos em que cada um deve se segurar em galhos mais verdes já que os galhos secos se nos abeiram, quebrando a cada dia, o homem deve se voltar para dentro de si, fazendo a necessária viagem para seu interior espiritual e se perguntar: - Em que falhei... o que posso fazer para sair da fase sem deixar sequelas... o que posso ainda modificar para ama-lo ou ama-la como ele(a) é ou se apresente ser... até que ponto a religião pode me auxiliar racionalmente... até que ponto a cultura acadêmica pode me dar um melhor suporte diante das ciências... Todo dia é dia de estar hoje melhor que ontem e amanhã melhor que hoje.

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