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Como funcionam as eleições nos EUA

Por Michele Lopes. Atualizado: 26 janeiro 2017
Como funcionam as eleições nos EUA
Imagem: geografiaetal.blogspot.com

Os Estados Unidos da América ficam na América do Norte e é composto por 50 estados e um distrito federal. Assim como no Brasil, seu governo é dividido em três setores: o Legislativo, responsável pela elaboração das leis federais e composto por Senado e Câmara dos Representantes; o Executivo, em que o presidente tem o poder de vetar ou não projetos de lei; e o Judiciário, onde há a análise das leis pela Suprema Corte. Já o sistema eleitoral dos Estados Unidos é bem diferente do sistema brasileiro; você sabia, por exemplo, que o chefe de Estado lá pode ser eleito mesmo recebendo a minoria dos votos? Entenda melhor com o umComo.com.br como funcionam as eleições nos EUA e confira abaixo mais informações sobre o método norte-americano de eleger seu presidente.

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Passos a seguir:
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A diferença – Nos Estados Unidos, as eleições servem para escolher o presidente e o vice-presidente do país. No entanto, esta escolha não ocorre de maneira tão simples e o sistema de votação é bastante complexo, pois não existe um processo eleitoral nacional específico como na maioria dos outros países americanos.

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O Colégio Eleitoral – Este é um órgão composto por delegados popularmente escolhidos, sendo que cada Colégio deve ter, no mínimo, três delegados. Funciona assim: cada estado dos EUA tem um Colégio responsável por receber os eleitores, que vão nomear um representante estatal; os Estados Unidos têm 538 no total. E é este representante que votará em um concorrente à presidência; o candidato que obtiver mais indicações (no mínimo 270) de todos os estados é quem vencerá. Esta é a chamada etapa primária da eleição.

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A eleição indireta – Como explicado acima, este é o sistema de votação dos Estados Unidos. Eleição indireta significa que a escolha por um candidato não acontece por meio do voto popular, mas pelo Colégio Eleitoral, em que o seu poder de votação é comandado pelo número de senadores e deputados que tem. Ou seja, os cidadãos de cada estado votam em seus candidatos preferidos e o mais consagrado recebe o voto de todos estes senadores e deputados. Por isso, este é um método considerado como o sistema em que “o vencedor ganha tudo”; em inglês, the winner takes it all. Por exemplo, um eleitor vota no seu candidato à presidência, mas este voto não será diretamente computado (como nos países em que há as eleições diretas), sendo que uma comissão formada por delegados é quem representará o estado deste eleitor em seu colégio eleitoral.

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Os inconvenientes – Esse tipo de eleição tem algumas desvantagens, como fazer com que um candidato que tenha sido menos votado seja eleito; alguns concorrentes podem evitar determinados estados em que não têm vantagens; e os estados menos expressivos podem ter o poder de decidir a eleição presidencial.

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As exceções – Não existem apenas dois concorrentes principais ao cargo de presidente dos EUA, mas muitos outros candidatos independentes. Por esta razão, quando acontece uma divisão de votos e ninguém recebe 270, pelo menos, são escolhidos os concorrentes que ganharam mais votos do Colégio Eleitoral e que participarão de uma nova votação. No entanto, quando isso ocorre, a decisão não fica mais a cargo do Colégio, mas da Câmara de Representantes, em que cada estado tem um voto.

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Os partidos – Nos Estados Unidos existem diversos partidos políticos, no entanto, somente dois têm mais chances de terem seus presidentes eleitos: o Republicano e o Democrata. Todos os anos, cada um destes partidos realizam uma convenção ou comício transmitido pelos canais de TV norte-americanos. E durante este evento são apresentados milhares de delegados votando em seus pré-candidatos.

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A escolha – A maneira como os votos serão computados e contados é decidida por cada estado. Por isso, as eleições nos EUA chegam a demorar até um mês para serem definidas, já que o tipo de cédula escolhido pode levar os eleitores daquela região a votarem errado, como ocorreu no ano 2000, na Flórida.

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