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Como educar um filho único

Por Nelia Oliveira. Atualizado: 16 janeiro 2017
Como educar um filho único

Por vários motivos o tamanho das famílias no ocidente está a diminuir e tende a aumentar o número de famílias com apenas um filho. À primeira vista parece que será mais fácil educar apenas um filho do que mais um, no entanto, a simplicidade logística que implica educar um filho único conduz a uma maior complexidade psicológica. Educar um filho único pode ser muito absorvente e estressante para os pais. Ter só um filho tem aspetos positivos não só para os pais mas também para a criança, mais atenção e recursos, maior grau de intimidade com os pais... Estas vantagens também implicam riscos. A atenção exclusiva dos pais pode fomentar na criança um conceito exagerado da sua importância e o apego pode criar dependência emocional do filho pelos pais. Em cada família a dinâmica será diferente e aqui apenas falamos de tendências que se costumam apresentar em filhos únicos. Em seguida encontrará uma descrição dos principais desafios psicológicos que se enfrenta com filhos únicos e algumas dicas para os encarar.

Passos a seguir:
1

O filho único pode ter problemas para estabelecer a sua própria identidade distinta da dos seus pais. O instinto inato que todos as crianças têm de imitar e querer ser como os seus pais e agradar-lhes é muito mais acentuado no caso dos filhos únicos. Para fomentar a sua própria identidade devemos ir com cuidado e não elogiar excessivamente as semelhanças. Devemos promover a diferença elogiando a criança desde muito pequena quando fizer alguma coisa "à sua maneira".

2

Por não ter rivalidade, as tensões e concessões próprias da convivência entre irmãos, o filho único pode apresentar um certo grau de imaturidade emocional e preferir a companhia de adultos, as crianças mais velhas ou mais jovens que eles e evitar a companhia de crianças da sua idade. A convivência obrigatória com crianças da sua idade que acontece na escola pode chegar a solucionar este problema. Para isso é aconselhável que a criança vá para a escola ou cresce aos 3 anos. Se observar que, no parque por exemplo, a criança prefere brincar consigo em vez de brincar com as outras crianças deve incitá-la a brincar com as outras crianças, deve também promover as atividades de lazer em que tenha de se socializar com outras crianças da sua idade: seminários, esportes, teatro...

3

A atenção exclusiva que os pais dão ao filho único tem efeitos muito positivos sobre a autoestima e autoimagem da criança que podem se desdobrar e se converter numa atitude egocêntrica. Para evitar isto devemos promover a autoestima e autoimagem positiva da criança sem cair em exageros pouco realista, dando sempre e desde muito pequenos um feedback descritivo ("Gosto muito desta flor vermelha que pintas-te!" Em vez de "Desenhas muito bem, é a flor mais bonita que já vi!") juntamente com estímulos realistas (Parabéns, pela nota que tiraste a matemática, a ver se no próximo exame pode melhorar! Em vez de "Tu és o melhor da turma e podes tirar as melhores notas da turma!").

4

O apego entre os pais e o filho único faz com que a criança se sinta muito segura e protegida e sinta as bases para uma forte independência à medida que a criança amadurece, uma vez que bem gerido este apego faz com que o adulto filho único se sinta seguro também quando não está com os seus pais. O apego mal gerido gera ansiedade no filho único quando não está com os seus pais. Para que o filho herdar apenas o lado bom do apego devemos fomentar a sua individualidade com atividades que o diferenciem de nós, incentivar que tome as suas próprias decisões, e que cuide de si mesmo. Desde muito pequeno podemos ir introduzindo atividades que autocuidado em que se responsabilize ele mesmo de as fazer, como por exemplo lavar os dentes, fazer a cama... Estas atividades vão aumentando e complicando à medida que a criança cresce, também devemos permitir e inclusivamente incentivar que a criança passe tempo com os seus amigos ou com outras crianças da sua idade.

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Conselhos
  • Se tem problemas para educar um filho único pode falar com um professor ou um psicólogo.

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